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      Margarida Fleming - Mulher Pedra

      Nascida em 1988, Margarida é uma pintora portuguesa autodidata, com formação em Arquitetura e Design Gráfico. Participou em várias exposições individuais e coletivas em Lisboa, Porto, Macau e San Diego.

      As personagens de Margarida Fleming parecem despidas, como se o enigma dos seus olhos tivesse escapado de dentro. Por vezes são altivas, desafiadoras, concentrando toda a atenção na expressão facial.

      Os traços que constroem os seus rostos, profundamente expressionistas, são densos. Estes rostos, desvendam a humanidade que esconde os traços, porque define tudo o que distorcemos na nossa imagem, na nossa vida. A geografia humana das suas pinturas envolve o mistério no mapa de emoções definido por traços rápidos e olhos hiper-realistas.

      Para a artista, a mulher pedra importa, tanto metafórica como literalmente. Para ela, importa a sensibilidade e a tenacidade, aspetos tão característicos da história da mulher. De forma consistente, Margarida Fleming sintetiza a figura feminina e o imaginário que lhe é próximo.

      Essas mulheres podem ser modeladas com a aplicação de uma textura, uma postura e uma intenção própria. Por um lado, a densidade das superfícies pode ser visível, abusando dos tons leves e densos, como o corpo duro que uma pedra apresenta. Por outro lado, a suavidade da beleza, como a perda de uma camada de pele sensível.

      As figuras de pescoços compridos, corpos sem detalhes, poses estáticas, junto com as superfícies iluminadas descoloridas, ganham expressão escultórica, como se fossem esculturas vivas de pedra. Margarida Fleming quer explorar antónimos visuais e metafóricos da mulher. Analisa o feio e o belo. Ela entende o leve e o denso em um só, assim como o bruto e o frágil como cúmplices retóricos